insensato
desatino
desde menino insisto e hino em ser assim
alucinado marfim de ideias em mardecalma
dia a dia
peregrina
sempre divina melodia e sina tua bocarmim
corre pela noite aos prantos foge doquelhealoite
verso o terço
eu sei, eu mereço
ter aquela sentinela encrustada firme enfim
marcando cada passo no opaco e escasso gozo
me mostra a redenção
a efígie banal
na pétala vermelha brasa fogo incendeialma
a lágrima questão
chove em meu fanal
e rasgapeito feito chifre em forma e efeito
marco zero
breve fim
a morte sopra em mim o vento do sacrojasmim.
9/21/2011
9/08/2011
deus e o não
no começo, trouxe tudo.
sem pé nem cabeça.
mas grudou em mim.
fui deslizando,
e perdido nos olhos do sim,
sobrou-me o medo destilando...
foi-se o que restou.
e o fluxo, quase que infinito,
me trouxe à ti.
teve também aquela poesia - infame,
a minha espiral sem outono ou renome,
a mesma que me faz dia em tempestade.
sem pé nem cabeça.
mas grudou em mim.
fui deslizando,
e perdido nos olhos do sim,
sobrou-me o medo destilando...
foi-se o que restou.
e o fluxo, quase que infinito,
me trouxe à ti.
teve também aquela poesia - infame,
a minha espiral sem outono ou renome,
a mesma que me faz dia em tempestade.
7/19/2011
estirado
deitado no chão gelado
os pingos e raios chamam a atenção
a cada passo dado no silêncio
sou exposto feito rosto em 3x4
deitado no escuro do quarto
na iminência do maldizer
digo o que quero, verdadeiro ao sofrer
o passado, o pecado, enfarta meu querer;
rasgo com os dedos o que nos separa,
e a cada palavra, a cada certa jogada,
minha mira erra o alvo,
erra a cara, disfarça a errata,
nunca salvo, sou o que imaginara:
deitado, sou verme inato,
e soou em mim o insensato,
dizendo que não volta,
pois fugiu no ato.
deitado, à palavra ingrata,
forma a face fatídica,
do meu estranho entender.
estirado e tênue,
meu corpo treme quando no teto te vê.
os pingos e raios chamam a atenção
a cada passo dado no silêncio
sou exposto feito rosto em 3x4
deitado no escuro do quarto
na iminência do maldizer
digo o que quero, verdadeiro ao sofrer
o passado, o pecado, enfarta meu querer;
rasgo com os dedos o que nos separa,
e a cada palavra, a cada certa jogada,
minha mira erra o alvo,
erra a cara, disfarça a errata,
nunca salvo, sou o que imaginara:
deitado, sou verme inato,
e soou em mim o insensato,
dizendo que não volta,
pois fugiu no ato.
deitado, à palavra ingrata,
forma a face fatídica,
do meu estranho entender.
estirado e tênue,
meu corpo treme quando no teto te vê.
6/28/2011
Accidentalia negotii
era forte.
talvez até demais.
tanto que até hoje me abala.
e, se neste hoje o destino ao menos tenciona minha alegria,
só basta te ver para que tudo desabe prontamente.
e em algum instante, não muito longe deste...
"de certo que foi enquanto trocavamos os rostos,
e tocavamos a lua em perfeita comunhão,
que brilhava por nós e orava pelo nosso encontro."
firmavamos naquele momento um acordo,
no qual só restaram vultos, cinzas, e muita coisa por dizer.
firmou-se alí a nossa sina:
a minha de não poder te ter,
e a tua de sequer me conhecer.
talvez até demais.
tanto que até hoje me abala.
e, se neste hoje o destino ao menos tenciona minha alegria,
só basta te ver para que tudo desabe prontamente.
e em algum instante, não muito longe deste...
"de certo que foi enquanto trocavamos os rostos,
e tocavamos a lua em perfeita comunhão,
que brilhava por nós e orava pelo nosso encontro."
firmavamos naquele momento um acordo,
no qual só restaram vultos, cinzas, e muita coisa por dizer.
firmou-se alí a nossa sina:
a minha de não poder te ter,
e a tua de sequer me conhecer.
6/27/2011
resoluto
um dia eu encontrei uma resposta,
mas ela escorreu por entre os dedos
e eu, perdido, não soube alcançar.
fui subtraído, diminuído,
ao ver toda ela passar por mim.
parece que amputaram o meu fim,
e eu, perdido, não pude esperar.
hoje me resta a deriva e uma certa esperança
de que na resposta que tive um dia,
eu consiga tocar.
mas ela escorreu por entre os dedos
e eu, perdido, não soube alcançar.
fui subtraído, diminuído,
ao ver toda ela passar por mim.
parece que amputaram o meu fim,
e eu, perdido, não pude esperar.
hoje me resta a deriva e uma certa esperança
de que na resposta que tive um dia,
eu consiga tocar.
6/21/2011
nebulosa direção
sempre que me perco em tamanha agonia,
as horas parecem ser muito mais frias,
à noite, diante dos meus cálculos, dos planos,
surge você, Estrela Guia.
sublime, lá no céu da minha mente,
ficas inerte ao me observar,
esperando o meu derradeiro chamado.
mantenho essa distância de ti,
driblando o inevitável,
pois o medo de te perder mais uma vez é visceral.
Estrela minha, não percebes a tua impressão?
não consegues discernir a admiração que me vem quando te vejo,
dos erros que passamos em vão?
parece-me que preferes escolher a minha dor como pagamento,
do que aceitar minha humilde digressão.
fitas minha alma, controlando o incontrolável de forma maestral,
e, confesso, espero que me guie pelo meu mar por mais mil anos,
para que complete minha nebulosa de perfeita construção.
as horas parecem ser muito mais frias,
à noite, diante dos meus cálculos, dos planos,
surge você, Estrela Guia.
sublime, lá no céu da minha mente,
ficas inerte ao me observar,
esperando o meu derradeiro chamado.
mantenho essa distância de ti,
driblando o inevitável,
pois o medo de te perder mais uma vez é visceral.
Estrela minha, não percebes a tua impressão?
não consegues discernir a admiração que me vem quando te vejo,
dos erros que passamos em vão?
parece-me que preferes escolher a minha dor como pagamento,
do que aceitar minha humilde digressão.
fitas minha alma, controlando o incontrolável de forma maestral,
e, confesso, espero que me guie pelo meu mar por mais mil anos,
para que complete minha nebulosa de perfeita construção.
6/12/2011
dilema
meus olhos negam,
(e a cabeça a pensar),
tudo, sinto, vejo -
(o ritmo, tempo a passar)-.
parece que o caminho
- de tão contínuo-
tortuoso e sombrio,
é o mesmo que existir,
é o mesmo que estar.
salvo meus sentidos:
minha perfeita música infindável,
minha linda fumaça -íntima ameaça-
minha galáxia escrita à explorar.
quando no fim
consigo respirar,
e o fluxo -incansável de idéias-
responde ao chegar.
(e a cabeça a pensar),
tudo, sinto, vejo -
(o ritmo, tempo a passar)-.
parece que o caminho
- de tão contínuo-
tortuoso e sombrio,
é o mesmo que existir,
é o mesmo que estar.
salvo meus sentidos:
minha perfeita música infindável,
minha linda fumaça -íntima ameaça-
minha galáxia escrita à explorar.
quando no fim
consigo respirar,
e o fluxo -incansável de idéias-
responde ao chegar.
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